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AVISO DE PAUTA - MOVEINFRA PROMOVE DEBATE SOBRE O FUTURO DA INFRAESTRUTURA
13 de dezembro de 2023
Associação também assina acordo com a Infra Women Brazil (IWB) para estimular a participação de mulheres no setor
O MoveInfra, movimento que representa os seis maiores grupos de infraestrutura do país – CCR, EcoRodovias, Hidrovias do Brasil, Rumo, Santos Brasil e Ultracargo -, promove na próxima quinta-feira (14/12), o evento “Infraestrutura: Caminhos para a transição sustentável”. O encontro vai abordar os desafios para o desenvolvimento do setor com foco na sustentabilidade e no crescimento econômico.
O evento, que será realizado no BHotel, em Brasília, terá início às 9h com apresentação do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, como Keynote speaker.
Às 9h30, no Painel 1 – “Social e Desenvolvimento: Como preparar a força de trabalho para o futuro da infraestrutura” -, serão tratadas as estratégias do mercado para garantir mão de obra qualificada para projetos de infraestrutura, atendendo às demandas do Novo PAC; como o mercado atua na capacitação de comunidades e os impactos sociais, de geração de emprego e renda. Estão confirmados para este painel:
• Antonio Carlos Sepúlveda, CEO da Santos Brasil
• Eduardo Nery, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ)
• João Alberto Abreu, CEO da Rumo
• Mauro Mendes, governador de Mato Grosso
• Paulo Alexandre Barbosa, deputado federal
• Paulo Penha de Lima, coordenador-geral de Desenvolvimento de Programas e Ações de Inserção no Trabalho do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome
Mediação: Marcia Ferrari, CEO da Infra Women Brazil
Às 11h30, o Painel 2 – “Desenvolvimento sustentável e transição energética” vai abordar a relação entre crescimento econômico e transição energética sob o atual modelo regulatório de licenciamento ambiental. Os nomes que vão dividir o palco neste painel são:
• Adalberto Maluf, secretário nacional de Meio Ambiente Urbano e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima
• Confúcio Moura, senador
• Fábio Schettino, CEO da Hidrovias do Brasil
• Miguel Setas, CEO da CCR
• Tiago Pereira, diretor-presidente substituto da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC)
Mediação: Fernando Diniz, diretor de Comunicação e Relações Institucionais do MoveInfra
Às 14h30, o Painel 3 – “Financiamento e infraestrutura”, vai abordar os desafios para garantir financiamento de longo prazo num cenário de altas taxas de juros e tratar as ações necessárias para reduzir os custos dos projetos, com foco na descarbonização e adaptação climática. Os palestrantes deste painel são:
• Arnaldo Jardim, deputado federal
• Décio Amaral, CEO da Ultracargo
• Felipe Queiroz, diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)
• Marcello Guidotti, CEO da EcoRodovias
• Nathália Saad, chefe do departamento de Infraestrutura e Concessões Rodoviárias do BNDES
• Rafael Benini, secretário de Parcerias em Investimentos do estado de SP
Mediação: Natália Marcassa, CEO do MoveInfra
Papo de Infra
Às 16h30, o secretário especial do PPI, Marcus Cavalcanti; o secretário de Controle Externo de Solução Consensual e Prevenção de Conflito do TCU, Nicola Khoury e o diretor-geral da ANTT, Rafael Vitale, vão falar sobre o processo de execução dos contratos de concessão no Papo de Infra: O "pós-venda" dos leilões. O bate-papo será mediado pelo jornalista e fundador da agência iNFRA, Dimmi Amora.
Por mais mulheres na infraestrutura
O MoveInfra e a Infra Women Brazil (IWB) assinam Protocolo de Intenção com o objetivo de promover maior participação de mulheres no setor de infraestrutura logística no Brasil. A parceria prevê realização de estudos, intercâmbio de experiências e informações técnicas, realização de encontros e implementação de boas práticas. O IWB é um grupo que reúne mais de 1.500 representantes dos mais diversos setores de infraestrutura dedicado à promoção e incentivo da presença de mulheres no setor de infraestrutura.
Horário: 11h30
Coquetel literário
Às 17h, os diretores da ANTT, Felipe Queiroz e Guilherme Theo Sampaio e o assessor da diretoria da agência, Allan Milagres lançam o livro “Pensando o futuro da regulação: desafios, perspectivas e novas tecnologias”, uma coletânea de artigos sobre o modelo regulatório brasileiro e seus impactos nos processos de concessão de projetos de infraestrutura, assinada por diferentes profissionais e estudiosos do tema.
Serviço:
Evento: “Infraestrutura: Caminhos para a transição sustentável”
Horário: 8h30
Local: BHotel – SHN Quadra 5 Bl. J, Lote L - Asa Norte – Brasília
Credenciamento: fabio.aucelio@fariello.com.br – 61 98469-6373

A pauta sobre concessões de hidrovias voltou ao centro do debate. Recentes manifestações lideradas por indígenas em Santarém, no Pará, contra a dragagem do rio Tapajós, acenderam o alerta sobre a necessidade de aprofundarmos a discussão do uso estratégico e inteligente de nossos rios. Assim como ocorreu quando o Brasil deu início às concessões de rodovias e aeroportos, naturalmente surgem questionamentos que precisam ser esclarecidos, por mais que já não restem dúvidas sobre os benefícios de se trafegar numa rodovia concedida ou transitar por um aeroporto administrado pelo setor privado. O Brasil, com sua dimensão continental e natureza abundante, possui mais de 42 mil quilômetros de rios navegáveis – quase dez vezes a extensão linear do país de leste a oeste. Um desses rios é o Tapajós. O projeto de concessão dos serviços hidroviários – parte de um plano nacional maior – prevê a gestão de cerca de 250 km entre Itaituba e Santarém (PA). O trecho conecta os portos do Norte à região Centro-Oeste, maior produtora de grãos do Brasil. Com os serviços hidroviários concedidos, a hidrovia vai permitir uma logística mais limpa e com menos acidentes para quem transporta granéis sólidos vegetais oriundos principalmente do Mato Grosso e que seguem para o mundo, após transbordo em terminais da região Norte. Essa malha hidroviária já atende hoje, de maneira precária e com pouca segurança, as comunidades ribeirinhas para o trânsito de pessoas, mercadorias e demais atividades locais, como também embarcações para o transporte de cargas agrícolas, minerais, fertilizantes e produtos agroindustriais. A concessão irá permitir que o uso do rio seja ampliado, mais eficiente, seguro e controlado. Mais do que isso, as regras vão preservar melhor as regiões e estimular um modal de transporte com emissão muito reduzida de GEEs (Gases de Efeito Estufa). Para isso, será feita a limpeza da calha dos rios, que acumulam sedimentos ao longo do tempo como areia, terra, pedras e outros detritos. Trata-se, portanto, de um procedimento de desassoreamento, popularmente chamado de dragagem, que tem por objetivo remover os sedimentos acumulados no fundo do rio, garantindo a segurança e a perenidade no tráfego das embarcações. Essa medida, definitivamente, não traz impactos ambientais relevantes, sendo feita dentro dos padrões e normas estabelecidas pela legislação brasileira. Com as hidrovias, nosso país poderá reforçar seu potencial multimodal, evidenciado quando um produto agrícola deixa a fazenda de caminhão, passa eventualmente por um trem, é transbordado para uma hidrovia para, daí, seguir mundo afora partindo dos nossos portos. É esse Brasil grande que fica ainda maior com uso correto das hidrovias, assim como os EUA sempre usaram o Rio Mississipi e a Europa sempre usou o Rio Reno, inclusive em benefício das culturas locais. Agora é a hora. Além do Rio Tapajós, estão previstos leilões de concessão dos serviços hidroviários da chamada Barra Norte, no Rio Amazonas, nas bacias dos rios Madeira, Tocantins e Paraguai e na Lagoa Mirim (RS). Cada um com seu potencial estratégico definido e organizado para dar vazão ao escoamento da nossa produção, revertendo seus benefícios para as comunidades ribeirinhas de todo o país. Essa é a oportunidade que está colocada. As concessões dos serviços hidroviários permitirão mais eficiência com menos emissões. Virão por aí investimentos robustos, com contratos claros, metas de desempenho e uma matriz de responsabilidades que favorece a atração de capital, o aperfeiçoamento da gestão e a ligação com outros modais. Tudo isso com benefícios socioambientais assegurados em contrato. Não podemos perder a chance de integrar nossos rios na matriz logística nacional, ampliando sua competitividade nas rotas globais de comércio com eficiência, previsibilidade regulatória e sustentabilidade. Por Ronei Glanzmann Artigo publicado na Ag. iNFRA
O MoveInfra manifesta preocupação diante dos recentes atos violentos contra empresas e trabalhadores da infraestrutura nacional em São Paulo (SP) e Santarém (PA). Defendemos o diálogo e o funcionamento das instituições de forma a preservar a segurança física e jurídica necessárias para garantir as operações logísticas no país. Invasões e agressões são um retrocesso que afeta o ambiente democrático e prejudica negócios, inclusive aqueles que promovem o desenvolvimento sustentável.
A criação da SecexConsenso, secretaria instituída pelo Tribunal de Contas da União em 2022, representa um avanço para o ambiente de investimentos no Brasil. Ao abrir um espaço estruturado de diálogo entre órgãos públicos, reguladores e agentes privados, o TCU contribui para aumentar a segurança jurídica, acelerar processos e fortalecer a confiança de investidores em projetos de concessões e PPPs, especialmente os de maior complexidade técnica e financeira. Durante esse período, mais de 40 processos já foram analisados pela secretaria, sendo que 20 tiveram acordo homologado pelo plenário do TCU. O montante representa investimentos da ordem de R$ 300 bilhões em ativos. Apenas entre as associadas do MoveInfra, que tiveram contratos reequilibrados, são pelo menos R$ 20 bilhões em investimentos e 400 mil empregos (diretos, indiretos e efeito-renda) garantidos, mostrando que o consensualismo proporcionou agilidade na resolução de impasses e investimentos estratégicos em setores essenciais para o crescimento da economia e para o desenvolvimento do país. Vale destacar que o ordenamento jurídico brasileiro contempla a legitimidade da utilização de mecanismos consensuais de resolução de conflitos pela Administração Pública, não apenas como faculdade, mas como diretriz a ser estimulada pelo gestor público, em consonância com o interesse público e a busca por soluções eficientes, seguras e juridicamente adequadas. O modelo instituído preserva integralmente a autonomia decisória dos órgãos e entidades da Administração Pública, cabendo ao TCU papel de mediação técnica, supervisão e controle concomitante, sem imposição de soluções ou interferência indevida na formulação de políticas públicas. A atuação da SecexConsenso comprova que o consensualismo é o caminho para a resolução de controvérsias em contratos de longo prazo. Diante disso, o MoveInfra espera que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgue improcedente a ADPF 1183, que questiona a criação da SecexConsenso.

