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Retrospectiva 2023 - Moveinfra consolida sua marca na infraestrutura
26 de dezembro de 2023
Em um ano de atuação, o MoveInfra realizou importantes ações que contribuíram para a melhoria da infraestrutura do país. Foram muitos encontros, reuniões com o setor público e players do mercado e participação em eventos, o que consolida sua contribuição em busca de um cenário econômico seguro, que atraia mais investimentos, principalmente de projetos sustentáveis, somados às diversas iniciativas para descarbonização do setor.

Em 2023, o MoveInfra apoiou e participou de muitos eventos pelo país, de forma presencial e virtual. A repercussão das agendas por meio de publicação de conteúdo nas redes sociais alcançou 31.123 contas no Instagram e no LinkedIn.

Em Dubai, durante a COP28, o vice-presidente da CCR, Pedro Sutter, representou o MoveInfra e apresentou os desafios do setor para o desenvolvimento da infraestrutura sustentável e mostrou a importância do fortalecimento da parceria entre o setor público e privado para impulsionar os investimentos.

A CEO do MoveInfra, Natália Marcassa, também marcou presença em eventos do setor. Organizado pela FGV Direito Rio, o Regulation Week tratou de regulação e segurança jurídica. Marcassa participou de dois painéis: “Recentes leilões aeroportuários – estruturação dos projetos e desafios operacionais” e “Regulação e segurança jurídica no setor portuário”.

Sobre sustentabilidade na infraestrutura, Marcassa compôs a mesa “ESG, desafios e oportunidades de financiamento” para tratar dos desafios de implementação de políticas sustentáveis no setor no evento InfraESG Talks, organizado pela ANTT, pelo Fórum Brasil Export e pela B3. A agência foi responsável ainda pelo encontro “Boas práticas ESG no transporte rodoviário", que discutiu iniciativas sustentáveis de empresas públicas e privadas do setor. 

Para falar de integração das operações logísticas e os avanços necessários para o aperfeiçoamento da malha terrestre, Marcassa participou da edição nacional do Fórum Brasil Export 2023. Em sua apresentação, ela destacou a importância do modal hidroviário para compor o elo da cadeia de transporte e logística. O MoveInfra também esteve presente na edição regional do evento, no Nordeste.

No Fórum de Competitividade, organizado pelo Movimento Brasil Competitivo e pela Frente Parlamentar Pelo Brasil Competitivo, Marcassa afirmou que a infraestrutura está no cerne da diminuição do Custo Brasil e, para alcançar esse objetivo, é preciso focar em três pontos importantes: investimento público, condições de financiamento e política anticíclica de investimento.

O MoveInfra marcou presença ainda no Congresso Nacional. O diretor jurídico da CCR, Márcio Alabarce, defendeu o aperfeiçoamento de alguns pontos propostos no texto da reforma tributária durante audiência pública na CAE.

E, em Santos, a CEO do MoveInfra participou do evento “As necessidades do Porto de Santos e perspectivas para o Setor Portuário”. O encontro, organizado pelo Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (SOPESP), fazia parte das comemorações do mês da mulher, em março.

Elas debatem infraestrutura
Promovido pela OAB Minas em parceria com a Infra Women Brazil (IWB) e com a Universidade Católica de Minas Gerais, o seminário “Elas debatem infraestrutura” reuniu especialistas mulheres para tratar sobre o tema. Marcassa destacou a atuação das associadas baseada nos três pilares do MoveInfra: atração de investimentos, segurança jurídica e compromisso social e ambiental.

Summit Concessões de Rodovias
A CEO do MoveInfra, Natália Marcassa, participou do Summit Concessões de Rodovias, em São Paulo, realizado pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib). No Painel 2 - O pipeline de projetos federais e estaduais –, Marcassa destacou a importância do debate sobre infraestrutura resiliente, capaz de se adaptar aos efeitos das mudanças climáticas.

Apoio
O MoveInfra também apoiou os eventos da ABDIB, que tratou dos avanços na infraestrutura e reindustrialização e o Airport National Meeting (ANM 2023), que promoveu um ambiente de negócios para executivos nacionais e internacionais debaterem os principais temas ligados ao desenvolvimento, eficiência logística, modernização e inovação da indústria aeroportuária.
24 de fevereiro de 2026
A pauta sobre concessões de hidrovias voltou ao centro do debate. Recentes manifestações lideradas por indígenas em Santarém, no Pará, contra a dragagem do rio Tapajós, acenderam o alerta sobre a necessidade de aprofundarmos a discussão do uso estratégico e inteligente de nossos rios. Assim como ocorreu quando o Brasil deu início às concessões de rodovias e aeroportos, naturalmente surgem questionamentos que precisam ser esclarecidos, por mais que já não restem dúvidas sobre os benefícios de se trafegar numa rodovia concedida ou transitar por um aeroporto administrado pelo setor privado. O Brasil, com sua dimensão continental e natureza abundante, possui mais de 42 mil quilômetros de rios navegáveis – quase dez vezes a extensão linear do país de leste a oeste. Um desses rios é o Tapajós. O projeto de concessão dos serviços hidroviários – parte de um plano nacional maior – prevê a gestão de cerca de 250 km entre Itaituba e Santarém (PA). O trecho conecta os portos do Norte à região Centro-Oeste, maior produtora de grãos do Brasil. Com os serviços hidroviários concedidos, a hidrovia vai permitir uma logística mais limpa e com menos acidentes para quem transporta granéis sólidos vegetais oriundos principalmente do Mato Grosso e que seguem para o mundo, após transbordo em terminais da região Norte. Essa malha hidroviária já atende hoje, de maneira precária e com pouca segurança, as comunidades ribeirinhas para o trânsito de pessoas, mercadorias e demais atividades locais, como também embarcações para o transporte de cargas agrícolas, minerais, fertilizantes e produtos agroindustriais. A concessão irá permitir que o uso do rio seja ampliado, mais eficiente, seguro e controlado. Mais do que isso, as regras vão preservar melhor as regiões e estimular um modal de transporte com emissão muito reduzida de GEEs (Gases de Efeito Estufa). Para isso, será feita a limpeza da calha dos rios, que acumulam sedimentos ao longo do tempo como areia, terra, pedras e outros detritos. Trata-se, portanto, de um procedimento de desassoreamento, popularmente chamado de dragagem, que tem por objetivo remover os sedimentos acumulados no fundo do rio, garantindo a segurança e a perenidade no tráfego das embarcações. Essa medida, definitivamente, não traz impactos ambientais relevantes, sendo feita dentro dos padrões e normas estabelecidas pela legislação brasileira. Com as hidrovias, nosso país poderá reforçar seu potencial multimodal, evidenciado quando um produto agrícola deixa a fazenda de caminhão, passa eventualmente por um trem, é transbordado para uma hidrovia para, daí, seguir mundo afora partindo dos nossos portos. É esse Brasil grande que fica ainda maior com uso correto das hidrovias, assim como os EUA sempre usaram o Rio Mississipi e a Europa sempre usou o Rio Reno, inclusive em benefício das culturas locais. Agora é a hora. Além do Rio Tapajós, estão previstos leilões de concessão dos serviços hidroviários da chamada Barra Norte, no Rio Amazonas, nas bacias dos rios Madeira, Tocantins e Paraguai e na Lagoa Mirim (RS). Cada um com seu potencial estratégico definido e organizado para dar vazão ao escoamento da nossa produção, revertendo seus benefícios para as comunidades ribeirinhas de todo o país. Essa é a oportunidade que está colocada. As concessões dos serviços hidroviários permitirão mais eficiência com menos emissões. Virão por aí investimentos robustos, com contratos claros, metas de desempenho e uma matriz de responsabilidades que favorece a atração de capital, o aperfeiçoamento da gestão e a ligação com outros modais. Tudo isso com benefícios socioambientais assegurados em contrato. Não podemos perder a chance de integrar nossos rios na matriz logística nacional, ampliando sua competitividade nas rotas globais de comércio com eficiência, previsibilidade regulatória e sustentabilidade. Por Ronei Glanzmann Artigo publicado na Ag. iNFRA
23 de fevereiro de 2026
O MoveInfra manifesta preocupação diante dos recentes atos violentos contra empresas e trabalhadores da infraestrutura nacional em São Paulo (SP) e Santarém (PA). Defendemos o diálogo e o funcionamento das instituições de forma a preservar a segurança física e jurídica necessárias para garantir as operações logísticas no país. Invasões e agressões são um retrocesso que afeta o ambiente democrático e prejudica negócios, inclusive aqueles que promovem o desenvolvimento sustentável.
10 de fevereiro de 2026
A criação da SecexConsenso, secretaria instituída pelo Tribunal de Contas da União em 2022, representa um avanço para o ambiente de investimentos no Brasil. Ao abrir um espaço estruturado de diálogo entre órgãos públicos, reguladores e agentes privados, o TCU contribui para aumentar a segurança jurídica, acelerar processos e fortalecer a confiança de investidores em projetos de concessões e PPPs, especialmente os de maior complexidade técnica e financeira. Durante esse período, mais de 40 processos já foram analisados pela secretaria, sendo que 20 tiveram acordo homologado pelo plenário do TCU. O montante representa investimentos da ordem de R$ 300 bilhões em ativos. Apenas entre as associadas do MoveInfra, que tiveram contratos reequilibrados, são pelo menos R$ 20 bilhões em investimentos e 400 mil empregos (diretos, indiretos e efeito-renda) garantidos, mostrando que o consensualismo proporcionou agilidade na resolução de impasses e investimentos estratégicos em setores essenciais para o crescimento da economia e para o desenvolvimento do país. Vale destacar que o ordenamento jurídico brasileiro contempla a legitimidade da utilização de mecanismos consensuais de resolução de conflitos pela Administração Pública, não apenas como faculdade, mas como diretriz a ser estimulada pelo gestor público, em consonância com o interesse público e a busca por soluções eficientes, seguras e juridicamente adequadas. O modelo instituído preserva integralmente a autonomia decisória dos órgãos e entidades da Administração Pública, cabendo ao TCU papel de mediação técnica, supervisão e controle concomitante, sem imposição de soluções ou interferência indevida na formulação de políticas públicas. A atuação da SecexConsenso comprova que o consensualismo é o caminho para a resolução de controvérsias em contratos de longo prazo. Diante disso, o MoveInfra espera que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgue improcedente a ADPF 1183, que questiona a criação da SecexConsenso.
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