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Retrospectiva 2023 -Reuniões e encontros marcam um ano do MoveInfra
25 de dezembro de 2023
Em um ano de atuação, o MoveInfra realizou importantes ações que contribuíram para a melhoria da infraestrutura do país. Foram muitos encontros, reuniões com o setor público e players do mercado e participação em eventos, o que consolida sua contribuição em busca de um cenário econômico seguro, que atraia mais investimentos, principalmente de projetos sustentáveis, somados às diversas iniciativas para descarbonização do setor.
Entre tantas agendas, destaque para o lançamento da Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo, que tomou posse em abril, com a presença da CEO do MoveInfra, Natália Marcassa. Neste ano, o grupo de deputados e senadores conseguiram, entre outras metas, a aprovação do projeto que cria as debêntures de infraestrutura e a reforma tributária.
A reforma tributária também foi pauta de reunião com o senador Efraim Filho, relator do GT criado pela CAE para analisar a proposta. Teve também encontro com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin. Na pauta, a agenda legislativa do setor de infraestrutura, o aprimoramento dos instrumentos de crédito e o financiamento de projetos com foco na descarbonização e redução de gases de efeito estufa.
Pelo setor de portos e aeroportos, Natália Marcassa e o time das associadas apresentaram ao ministro Silvio Costa Filho, a estrutura da entidade e mostraram a importância das parcerias público-privadas para o desenvolvimento de projetos que atendam às necessidades dos usuários de serviço de transporte e logística no país.
E a agenda de reuniões e encontros extrapola a divisa da capital federal. Visitamos as instalações do Tecon Santos, o maior porto terminal de contêiners da América Latrina, operado pela Santos Brasil. Acompanhada do CEO da empresa, Antonio Carlos Sepúlveda, Natália Marcassa conheceu um dos projetos sociais apoiados pela companhia, Projeto Ondas, que promove o desenvolvimento de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade por meio do surf.
O MoveInfra também acompanhou o secretário de Portos e transportes Aquaviários, Fabrizio Pierdomenico, ao Centro de Controle de operações da Ferrovia Interna de Portos de Santos (FIPS). O secretário conheceu o modelo jurídico implantado entre as empresas operadoras da ferrovia – Rumo, Ferrovia Centro-Atlântica e MRS Logística - e a Autoridade Portuária de Santos. Teve também encontro da Rumo com representantes da empresa indiana RITES, especializada em ferrovias, para troca de experiências sobre novas tecnologias.
Marcamos presença, ainda, na visita de representantes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e do Tribunal de Contas da União (TCU) à BR 101/ES/BA, administrada pela EcoRodovias. A comitiva conheceu, in loco, os investimentos realizados no trecho e os projetos sociais apoiados pela empresa na região. As entidades visitaram também o Centro de Controle Operacional da BR 163/MS, operada pela CCR. Durante a visita, puderam conhecer as melhorias na rodovia e o projeto que reabilita animais silvestres resgatados.

O MoveInfra apoia a iniciativa de apoio à aprovação do Projeto de Lei nº 325/2026, em tramitação na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. A proposta permite que créditos acumulados de ICMS pelas concessionárias ferroviárias sejam transferidos para fornecedores como forma de pagamento pela aquisição de bens e insumos destinados à atividade ferroviária, direcionando investimentos para o próprio estado de São Paulo. Leia o documento completo abaixo:
O MoveInfra, movimento que reúne seis das maiores empresas de infraestrutura do país — EcoRodovias, Hidrovias do Brasil, Motiva, Rumo, Santos Brasil e Ultracargo — alerta para as implicações da falta de dragagem de manutenção da hidrovia do Rio Tapajós, no Pará. Essa operação é estratégica para a viabilidade da navegação por antecipar os efeitos de um período climático extremo, atender a todas as premissas ambientais e possuir um caráter fiscal neutro. Ao privilegiar o calendário político à discussão técnica, sem um devido debate sobre os argumentos que motivaram a decisão, o governo federal interfere diretamente no ambiente de negócios do Brasil. A medida prejudica a atração de novos investimentos e promove insegurança jurídica, além de acarretar impactos ambientais mais severos num futuro não muito distante. O Rio Tapajós é um dos principais eixos logísticos do Arco Norte e conecta a produção do Centro-Oeste aos portos da Região Norte. Em 2025, a hidrovia movimentou cerca de 18 milhões de toneladas de soja e milho, além de combustíveis, fertilizantes, materiais de construção, cargas regionais e passageiros. O sistema transporta ainda derivados de petróleo e biocombustíveis, abastece 17 municípios e mais de 200 postos de combustíveis, o que corresponde a cerca de 80% do fornecimento do sudoeste do Pará. A dragagem de manutenção é uma intervenção periódica, sustentável e indispensável para preservar as condições de navegabilidade da hidrovia, garantindo segurança operacional, eficiência e regularidade ao transporte aquaviário. O crescimento da movimentação de cargas pelo Arco Norte e o fortalecimento da logística brasileira dependem da continuidade desse tipo de intervenção. O cenário climático torna essa medida ainda mais urgente. As projeções para o fim de 2026 apontam 98% de probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño e 37% de possibilidade de evolução para um Super El Niño, o que pode causar redução das chuvas na Região Norte e, consequentemente, queda do nível da água dos rios. A partir de agosto, os comboios já deverão operar com restrição de carga e, em meados de setembro, sem a realização da dragagem, existe risco concreto de paralisação parcial ou até total da navegação nos trechos mais críticos. O tempo para a execução da obra é limitado e urgente. A embarcação responsável pela dragagem precisa de profundidade suficiente para acessar e deixar a hidrovia com segurança. Com capacidade estimada para retirar cerca de 12 mil metros cúbicos de sedimentos por dia, os trabalhos precisam começar imediatamente para que sejam concluídos antes do agravamento da estiagem. O projeto foi concebido com critérios técnicos e ambientais. O cronograma evita o período reprodutivo de espécies de animais nativos, as áreas de intervenção permanecem afastadas de terras indígenas e o equipamento recolhe o material dragado em seu próprio porão e descarta em locais previamente definidos com base em critérios técnicos e ambientais. A interrupção da navegabilidade do Tapajós pode comprometer o escoamento de 3,5 milhões a 5,5 milhões de toneladas de grãos, gerar um impacto de R$ 500 milhões a R$ 800 milhões nos custos logísticos e provocar a migração de cargas para modais menos eficientes. Um comboio de 35 barcaças transporta o equivalente à carga de aproximadamente 1.700 caminhões ou seis composições ferroviárias. A substituição desse transporte pelo modal rodoviário poderá acrescentar cerca de 55 mil toneladas de CO₂ às emissões. A decisão compromete a eficiência das cadeias produtivas, eleva custos para produtores e consumidores, reduz a competitividade das exportações brasileiras e fragiliza um corredor construído justamente para tornar a logística nacional mais resiliente. Não realizar a dragagem de manutenção no rio Tapajós coloca em risco a segurança operacional de uma infraestrutura essencial para o desenvolvimento econômico e social do país. Julho/2026 MoveInfra


