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Retrospectiva 2023 - MoveInfra realiza dois grandes eventos
28 de dezembro de 2023
Em um ano de atuação, o MoveInfra realizou importantes ações que contribuíram para a melhoria da infraestrutura do país. Foram muitos encontros, reuniões com o setor público e players do mercado e participação em eventos, o que consolida sua contribuição em busca de um cenário econômico seguro, que atraia mais investimentos, principalmente de projetos sustentáveis, somado às diversas iniciativas para descarbonização do setor.

Um dos mais tradicionais restaurantes do Pelourinho, na Bahia, Casarão 17, foi palco de um grande debate sobre infraestrutura sustentável. Durante a realização da Flipelô, Festa Literária Internacional do Pelourinho, o MoveInfra levou autoridades e especialistas para debater sustentabilidade, inclusão e adaptação da infraestrutura. A Flipelô tem patrocínio da CCR e é organizada pela Fundação Casa Jorge Amado.

O secretário especial do PPI, Marcus Cavalcanti; o subsecretário de Sustentabilidade do Ministério dos Transportes, Cloves Benevides; o superintendente de Gestão Ambiental e Territorial da Infra S.A., Bruno Marques; o diretor da ANTT, Felipe Queiroz; o gerente de Ambiente de Negócios com Empresas e Governos do BNB, Lívio Tonyatt; a chefe do Departamento de Infraestrutura e Concessões Rodoviárias do BNDES, Nathalia Saad; o superintendente de Gestão Ambiental e Territorial da Infra S.A., Bruno Marques; o presidente da CCR Mobilidade, Márcio Hannas; o vice-presidente de Relações Institucionais da Ultracargo, Helano Pereira Gomes; a diretora de Sustentabilidade da Hidrovias do Brasil, Fabiana Gomes marcaram presença no evento.

E para comemorar um ano de atuação, o MoveInfra realizou seu primeiro grande evento anual, após a festa de lançamento do movimento em novembro de ano passado. O encontro reuniu nomes do setor público e privado para debater os caminhos para o desenvolvimento sustentável do setor de infraestrutura.

Com abertura do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o evento contou com a participação do senador Confúcio Moura; do deputado federal Arnaldo Jardim; do secretário nacional de Meio Ambiente Urbano e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Adalberto Maluf; do secretário adjunto de Infraestrutura Econômica do PPI, Adailton Cardoso Dias; do secretário de Controle Externo de Solução Consensual e Prevenção de Conflito do TCU, Nicola Khoury; do secretário de Parcerias em Investimentos do estado de SP, Rafael Benini; da chefe do Departamento de Infraestrutura e Concessões Rodoviárias do BNDES, Nathália Saad, do diretor da ANTT, Felipe Queiroz; do diretor-presidente substituto da ANAC, Tiago Pereira; do diretor-geral da ANTT, Rafael Vitale.

O evento reuniu ainda os CEOs das empresas associadas: Miguel Setas, da CCR; Marcello Guidotti, da EcoRodovias, Fábio Schettino, da Hidrovias do Brasil; João Alberto Abreu, da Rumo, Antonio Carlos Sepúlveda, da Santos Brasil e Décio Amaral, da Ultracargo.

Por mais mulheres na infraestrutura
Durante o evento, o MoveInfra e a Infra Women Brazil (IWB) assinaram acordo que promove maior participação de mulheres no setor de infraestrutura logística no Brasil. A parceria prevê realização de estudos, intercâmbio de experiências e informações técnicas, realização de encontros e implementação de boas práticas. O IWB é um grupo que reúne mais de 1.500 representantes dos mais diversos setores de infraestrutura dedicado à promoção e incentivo da presença de mulheres no setor de infraestrutura.

Para a CEO do MoveInfra, Natália Marcassa, levar o debate sobre infraestrutura para outros públicos, como o da Flipelô, e reunir em Brasília mais de 200 pessoas de diversos setores público e privados para falar sobre sustentabilidade e crescimento econômico são iniciativas que contribuem para a visibilidade e importância do tema. “É importante que haja, cada vez mais, essa interação entre setores e sociedade, para que os objetivos de todos sejam alcançados, tanto do setor produtivo que espera crescer e gerar emprego e renda quanto para os usuários dos nossos serviços, que querem qualidade e segurança no transporte”.
17 de setembro de 2026
Propostas do MoveInfra incluem equilíbrio fiscal, segurança jurídica, modernização regulatória, fortalecimento das agências e estímulo aos investimentos
9 de setembro de 2026
O MoveInfra apoia a iniciativa de apoio à aprovação do Projeto de Lei nº 325/2026, em tramitação na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. A proposta permite que créditos acumulados de ICMS pelas concessionárias ferroviárias sejam transferidos para fornecedores como forma de pagamento pela aquisição de bens e insumos destinados à atividade ferroviária, direcionando investimentos para o próprio estado de São Paulo. Leia o documento completo abaixo: 
30 de julho de 2026
O MoveInfra, movimento que reúne seis das maiores empresas de infraestrutura do país — EcoRodovias, Hidrovias do Brasil, Motiva, Rumo, Santos Brasil e Ultracargo — alerta para as implicações da falta de dragagem de manutenção da hidrovia do Rio Tapajós, no Pará. Essa operação é estratégica para a viabilidade da navegação por antecipar os efeitos de um período climático extremo, atender a todas as premissas ambientais e possuir um caráter fiscal neutro. Ao privilegiar o calendário político à discussão técnica, sem um devido debate sobre os argumentos que motivaram a decisão, o governo federal interfere diretamente no ambiente de negócios do Brasil. A medida prejudica a atração de novos investimentos e promove insegurança jurídica, além de acarretar impactos ambientais mais severos num futuro não muito distante. O Rio Tapajós é um dos principais eixos logísticos do Arco Norte e conecta a produção do Centro-Oeste aos portos da Região Norte. Em 2025, a hidrovia movimentou cerca de 18 milhões de toneladas de soja e milho, além de combustíveis, fertilizantes, materiais de construção, cargas regionais e passageiros. O sistema transporta ainda derivados de petróleo e biocombustíveis, abastece 17 municípios e mais de 200 postos de combustíveis, o que corresponde a cerca de 80% do fornecimento do sudoeste do Pará. A dragagem de manutenção é uma intervenção periódica, sustentável e indispensável para preservar as condições de navegabilidade da hidrovia, garantindo segurança operacional, eficiência e regularidade ao transporte aquaviário. O crescimento da movimentação de cargas pelo Arco Norte e o fortalecimento da logística brasileira dependem da continuidade desse tipo de intervenção. O cenário climático torna essa medida ainda mais urgente. As projeções para o fim de 2026 apontam 98% de probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño e 37% de possibilidade de evolução para um Super El Niño, o que pode causar redução das chuvas na Região Norte e, consequentemente, queda do nível da água dos rios. A partir de agosto, os comboios já deverão operar com restrição de carga e, em meados de setembro, sem a realização da dragagem, existe risco concreto de paralisação parcial ou até total da navegação nos trechos mais críticos. O tempo para a execução da obra é limitado e urgente. A embarcação responsável pela dragagem precisa de profundidade suficiente para acessar e deixar a hidrovia com segurança. Com capacidade estimada para retirar cerca de 12 mil metros cúbicos de sedimentos por dia, os trabalhos precisam começar imediatamente para que sejam concluídos antes do agravamento da estiagem. O projeto foi concebido com critérios técnicos e ambientais. O cronograma evita o período reprodutivo de espécies de animais nativos, as áreas de intervenção permanecem afastadas de terras indígenas e o equipamento recolhe o material dragado em seu próprio porão e descarta em locais previamente definidos com base em critérios técnicos e ambientais. A interrupção da navegabilidade do Tapajós pode comprometer o escoamento de 3,5 milhões a 5,5 milhões de toneladas de grãos, gerar um impacto de R$ 500 milhões a R$ 800 milhões nos custos logísticos e provocar a migração de cargas para modais menos eficientes. Um comboio de 35 barcaças transporta o equivalente à carga de aproximadamente 1.700 caminhões ou seis composições ferroviárias. A substituição desse transporte pelo modal rodoviário poderá acrescentar cerca de 55 mil toneladas de CO₂ às emissões. A decisão compromete a eficiência das cadeias produtivas, eleva custos para produtores e consumidores, reduz a competitividade das exportações brasileiras e fragiliza um corredor construído justamente para tornar a logística nacional mais resiliente. Não realizar a dragagem de manutenção no rio Tapajós coloca em risco a segurança operacional de uma infraestrutura essencial para o desenvolvimento econômico e social do país. Julho/2026 MoveInfra
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