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COP30: MoveInfra mostra o protagonismo do setor de transporte na transição energética
8 de novembro de 2025
O MoveInfra, movimento que reúne as seis maiores empresas de infraestrutura do país - EcoRodovias, Hidrovias do Brasil, Motiva, Rumo, Santos Brasil e Ultracargo -, estará presente na COP30 para mostrar como o setor de transporte é peça essencial no processo de transição energética para uma economia de baixo carbono.
 
Em parceria com o Sistema Transporte (CNT, SEST SENAT e ITL), o MoveInfra montou um estande na Estação do Desenvolvimento, espaço destinado a promover o diálogo entre governo, empresas, academia e sociedade civil sobre os desafios e as soluções para a descarbonização do transporte e o desenvolvimento sustentável no Brasil.
 
O MoveInfra apresenta na terça-feira (11.11), com exclusividade, o Estudo sobre adaptação às mudanças climáticas na infraestrutura logística. O documento reúne uma análise detalhada do setor de transporte e logística e propõe algumas ações que podem aperfeiçoar contratos de concessão com foco na redução das emissões de Gases de Efeito Estufa.
 
Os CEOs e representantes das associadas do MoveInfra participam de debates importantes como multimodalidade e novas tecnologias, financiamento verde, adaptação climática, entre outros. As empresas também vão apresentar experiências de sucesso nas áreas de governança corporativa e programas sociais.
 
Na avaliação do CEO do MoveInfra, Ronei Glanzmann, estar no maior evento climático do mundo realizado no coração da Amazônia é a oportunidade de mostrar que os setores propulsores da economia estão alinhados com a causa ambiental. “Nossas empresas atuam em todos os modais de transporte e logística e formam uma cadeia sustentável de desenvolvimento, com compromissos e metas transparentes de redução das emissões em suas operações”.
 
Confira a programação* completa:

1ª SEMANA
 
Segunda-feira (10/11)
15h - Abertura oficial da Estação do Desenvolvimento

16h - Motiva apresenta: Oportunidades da agenda de biodiversidade para o setor de infraestrutura

Terça-feira (11/11)
14h20 - Coalizão para Descarbonização dos Transportes apresenta: como tornar o setor de transportes um contribuidor ativo para a redução de emissões brasileiras.

17h - Lançamento do Estudo sobre adaptação às mudanças climáticas na infraestrutura logística
 
Quarta-feira (12/11)
16h - Multimodalidade e novas tecnologias: como a logística pode contribuir para redução de emissões

17h - Entrega do Prêmio de Sustentabilidade do MPOR
 
Quinta-feira (13/11)
17h - Desafios e oportunidades para o financiamento verde
 
Sexta-feira (14/11)
15h - Motiva apresenta: Cidades no Clima: Fortalecimento de competências locais para gestão do risco do desastre, adaptação e justiça climática
 
Sábado (15/11)
11h – Ministério dos Portos e Aeroportos apresenta: Agenda climática e infraestrutura de transporte: aprendizados e desafios

12h - Rumo apresenta: Plataforma Integrada de Geotecnologia e Gestão Ambiental para a ferrovia de Mato Grosso

12h30 - Motiva apresenta: Principais conclusões e recomendações do estudo Coalizão para Descarbonização dos Transportes
 EY House, Praça Kennedy, S/N, Campina, em Belém/PA

2ª SEMANA
Segunda-feira (17/11)
17h - Rumo apresenta: Caminhos para a Logística Sustentável: Integração Modal e Eficiência Energética

18h - Hidrovias do Brasil apresenta: Governança compartilhada: público e privado pela pesca sustentável
 
Terça-feira (18/11)
17h - Experiências de impacto: o papel das empresas na transformação social
*Sujeita a alterações.
 
Mais informações:
Fariello Comunicação
Fábio Aucélio
(61) 9 8469-6373
24 de fevereiro de 2026
A pauta sobre concessões de hidrovias voltou ao centro do debate. Recentes manifestações lideradas por indígenas em Santarém, no Pará, contra a dragagem do rio Tapajós, acenderam o alerta sobre a necessidade de aprofundarmos a discussão do uso estratégico e inteligente de nossos rios. Assim como ocorreu quando o Brasil deu início às concessões de rodovias e aeroportos, naturalmente surgem questionamentos que precisam ser esclarecidos, por mais que já não restem dúvidas sobre os benefícios de se trafegar numa rodovia concedida ou transitar por um aeroporto administrado pelo setor privado. O Brasil, com sua dimensão continental e natureza abundante, possui mais de 42 mil quilômetros de rios navegáveis – quase dez vezes a extensão linear do país de leste a oeste. Um desses rios é o Tapajós. O projeto de concessão dos serviços hidroviários – parte de um plano nacional maior – prevê a gestão de cerca de 250 km entre Itaituba e Santarém (PA). O trecho conecta os portos do Norte à região Centro-Oeste, maior produtora de grãos do Brasil. Com os serviços hidroviários concedidos, a hidrovia vai permitir uma logística mais limpa e com menos acidentes para quem transporta granéis sólidos vegetais oriundos principalmente do Mato Grosso e que seguem para o mundo, após transbordo em terminais da região Norte. Essa malha hidroviária já atende hoje, de maneira precária e com pouca segurança, as comunidades ribeirinhas para o trânsito de pessoas, mercadorias e demais atividades locais, como também embarcações para o transporte de cargas agrícolas, minerais, fertilizantes e produtos agroindustriais. A concessão irá permitir que o uso do rio seja ampliado, mais eficiente, seguro e controlado. Mais do que isso, as regras vão preservar melhor as regiões e estimular um modal de transporte com emissão muito reduzida de GEEs (Gases de Efeito Estufa). Para isso, será feita a limpeza da calha dos rios, que acumulam sedimentos ao longo do tempo como areia, terra, pedras e outros detritos. Trata-se, portanto, de um procedimento de desassoreamento, popularmente chamado de dragagem, que tem por objetivo remover os sedimentos acumulados no fundo do rio, garantindo a segurança e a perenidade no tráfego das embarcações. Essa medida, definitivamente, não traz impactos ambientais relevantes, sendo feita dentro dos padrões e normas estabelecidas pela legislação brasileira. Com as hidrovias, nosso país poderá reforçar seu potencial multimodal, evidenciado quando um produto agrícola deixa a fazenda de caminhão, passa eventualmente por um trem, é transbordado para uma hidrovia para, daí, seguir mundo afora partindo dos nossos portos. É esse Brasil grande que fica ainda maior com uso correto das hidrovias, assim como os EUA sempre usaram o Rio Mississipi e a Europa sempre usou o Rio Reno, inclusive em benefício das culturas locais. Agora é a hora. Além do Rio Tapajós, estão previstos leilões de concessão dos serviços hidroviários da chamada Barra Norte, no Rio Amazonas, nas bacias dos rios Madeira, Tocantins e Paraguai e na Lagoa Mirim (RS). Cada um com seu potencial estratégico definido e organizado para dar vazão ao escoamento da nossa produção, revertendo seus benefícios para as comunidades ribeirinhas de todo o país. Essa é a oportunidade que está colocada. As concessões dos serviços hidroviários permitirão mais eficiência com menos emissões. Virão por aí investimentos robustos, com contratos claros, metas de desempenho e uma matriz de responsabilidades que favorece a atração de capital, o aperfeiçoamento da gestão e a ligação com outros modais. Tudo isso com benefícios socioambientais assegurados em contrato. Não podemos perder a chance de integrar nossos rios na matriz logística nacional, ampliando sua competitividade nas rotas globais de comércio com eficiência, previsibilidade regulatória e sustentabilidade. Por Ronei Glanzmann Artigo publicado na Ag. iNFRA
23 de fevereiro de 2026
O MoveInfra manifesta preocupação diante dos recentes atos violentos contra empresas e trabalhadores da infraestrutura nacional em São Paulo (SP) e Santarém (PA). Defendemos o diálogo e o funcionamento das instituições de forma a preservar a segurança física e jurídica necessárias para garantir as operações logísticas no país. Invasões e agressões são um retrocesso que afeta o ambiente democrático e prejudica negócios, inclusive aqueles que promovem o desenvolvimento sustentável.
10 de fevereiro de 2026
A criação da SecexConsenso, secretaria instituída pelo Tribunal de Contas da União em 2022, representa um avanço para o ambiente de investimentos no Brasil. Ao abrir um espaço estruturado de diálogo entre órgãos públicos, reguladores e agentes privados, o TCU contribui para aumentar a segurança jurídica, acelerar processos e fortalecer a confiança de investidores em projetos de concessões e PPPs, especialmente os de maior complexidade técnica e financeira. Durante esse período, mais de 40 processos já foram analisados pela secretaria, sendo que 20 tiveram acordo homologado pelo plenário do TCU. O montante representa investimentos da ordem de R$ 300 bilhões em ativos. Apenas entre as associadas do MoveInfra, que tiveram contratos reequilibrados, são pelo menos R$ 20 bilhões em investimentos e 400 mil empregos (diretos, indiretos e efeito-renda) garantidos, mostrando que o consensualismo proporcionou agilidade na resolução de impasses e investimentos estratégicos em setores essenciais para o crescimento da economia e para o desenvolvimento do país. Vale destacar que o ordenamento jurídico brasileiro contempla a legitimidade da utilização de mecanismos consensuais de resolução de conflitos pela Administração Pública, não apenas como faculdade, mas como diretriz a ser estimulada pelo gestor público, em consonância com o interesse público e a busca por soluções eficientes, seguras e juridicamente adequadas. O modelo instituído preserva integralmente a autonomia decisória dos órgãos e entidades da Administração Pública, cabendo ao TCU papel de mediação técnica, supervisão e controle concomitante, sem imposição de soluções ou interferência indevida na formulação de políticas públicas. A atuação da SecexConsenso comprova que o consensualismo é o caminho para a resolução de controvérsias em contratos de longo prazo. Diante disso, o MoveInfra espera que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgue improcedente a ADPF 1183, que questiona a criação da SecexConsenso.
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