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MoveInfra participa do Fórum ABDIB 2024
24 de maio de 2024

Nesta quinta-feira (23/05), o MoveInfra marcou presença no ABDIB Fórum 2024 - Infraestrutura: Bases para a Neoindustrialização e Desenvolvimento Sustentável, evento que reuniu autoridades do setor público e privado para debater a agenda de investimentos em infraestrutura e impulsionar a retomada do crescimento econômico do Brasil.
No painel “Planejamento e Programas de Investimento em Infraestrutura”, o CEO da CCR, Miguel Setas, mediou o debate sobre a melhoria do ambiente de negócios para atrair e ampliar os investimentos no setor de infraestrutura. O debate contou com a participação da ministra do Planejamento, Simone Tebet; do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Antonio Anastasia; do secretário-adjunto de Infraestrutura Econômica do PPI, Adailton Dias; do diretor de Planejamento e Estruturação de Projetos do BNDES, Nelson Barbosa; do secretário especial de Articulação e Monitoramento da Casa Civil, Mauricio Muniz e do diretor da LCA Consultores, Eric Brasil.
Sobre Transporte e Logística – Rodovias e Ferrovias, o debate contou com a presença do CEO da CCR Rodovias, Eduardo Camargo, que destacou a importância da segurança jurídica nos contratos de concessão firmados com o poder público. “É um programa de muito sucesso, consolidado no Brasil. Estamos agora com contratos mais modernos, mas ainda existem algumas barreiras a serem vencidas, como os contratos que não estavam performando e o governo federal enfrentou essa questão de forma corajosa”, avaliou.
Participaram do debate o ministro dos Transportes, Renan Filho; o diretor geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Rafael Vitale e o presidente da Infra S/A, Jorge Bastos.
Já o CEO da Santos Brasil, Antonio Carlos Sepúlveda, abordou os desafios do setor de portos e os avanços conquistados nos últimos anos. “O setor está motivado e a resposta a isso são os investimentos. Todas as empresas portuárias têm grandes projetos e estão empenhadas em aumentar a capacidade do Brasil para esse próximo ciclo de crescimento”, disse.
Estiveram presentes o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho; o diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Tiago Pereira e o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), Eduardo Nery.
ABDIB
- A Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base, fundada em 1955, é responsável pelo desenvolvimento da infraestrutura e da indústria de base brasileira, setores fundamentais para o crescimento econômico e social do país. Atualmente, a Abdib conta com mais de 120 empresas associadas atuantes nas áreas de energia elétrica, petróleo e gás natural, transportes, saneamento ambiental, telecomunicações e indústrias de base.

O MoveInfra apoia a iniciativa de apoio à aprovação do Projeto de Lei nº 325/2026, em tramitação na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. A proposta permite que créditos acumulados de ICMS pelas concessionárias ferroviárias sejam transferidos para fornecedores como forma de pagamento pela aquisição de bens e insumos destinados à atividade ferroviária, direcionando investimentos para o próprio estado de São Paulo. Leia o documento completo abaixo:
O MoveInfra, movimento que reúne seis das maiores empresas de infraestrutura do país — EcoRodovias, Hidrovias do Brasil, Motiva, Rumo, Santos Brasil e Ultracargo — alerta para as implicações da falta de dragagem de manutenção da hidrovia do Rio Tapajós, no Pará. Essa operação é estratégica para a viabilidade da navegação por antecipar os efeitos de um período climático extremo, atender a todas as premissas ambientais e possuir um caráter fiscal neutro. Ao privilegiar o calendário político à discussão técnica, sem um devido debate sobre os argumentos que motivaram a decisão, o governo federal interfere diretamente no ambiente de negócios do Brasil. A medida prejudica a atração de novos investimentos e promove insegurança jurídica, além de acarretar impactos ambientais mais severos num futuro não muito distante. O Rio Tapajós é um dos principais eixos logísticos do Arco Norte e conecta a produção do Centro-Oeste aos portos da Região Norte. Em 2025, a hidrovia movimentou cerca de 18 milhões de toneladas de soja e milho, além de combustíveis, fertilizantes, materiais de construção, cargas regionais e passageiros. O sistema transporta ainda derivados de petróleo e biocombustíveis, abastece 17 municípios e mais de 200 postos de combustíveis, o que corresponde a cerca de 80% do fornecimento do sudoeste do Pará. A dragagem de manutenção é uma intervenção periódica, sustentável e indispensável para preservar as condições de navegabilidade da hidrovia, garantindo segurança operacional, eficiência e regularidade ao transporte aquaviário. O crescimento da movimentação de cargas pelo Arco Norte e o fortalecimento da logística brasileira dependem da continuidade desse tipo de intervenção. O cenário climático torna essa medida ainda mais urgente. As projeções para o fim de 2026 apontam 98% de probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño e 37% de possibilidade de evolução para um Super El Niño, o que pode causar redução das chuvas na Região Norte e, consequentemente, queda do nível da água dos rios. A partir de agosto, os comboios já deverão operar com restrição de carga e, em meados de setembro, sem a realização da dragagem, existe risco concreto de paralisação parcial ou até total da navegação nos trechos mais críticos. O tempo para a execução da obra é limitado e urgente. A embarcação responsável pela dragagem precisa de profundidade suficiente para acessar e deixar a hidrovia com segurança. Com capacidade estimada para retirar cerca de 12 mil metros cúbicos de sedimentos por dia, os trabalhos precisam começar imediatamente para que sejam concluídos antes do agravamento da estiagem. O projeto foi concebido com critérios técnicos e ambientais. O cronograma evita o período reprodutivo de espécies de animais nativos, as áreas de intervenção permanecem afastadas de terras indígenas e o equipamento recolhe o material dragado em seu próprio porão e descarta em locais previamente definidos com base em critérios técnicos e ambientais. A interrupção da navegabilidade do Tapajós pode comprometer o escoamento de 3,5 milhões a 5,5 milhões de toneladas de grãos, gerar um impacto de R$ 500 milhões a R$ 800 milhões nos custos logísticos e provocar a migração de cargas para modais menos eficientes. Um comboio de 35 barcaças transporta o equivalente à carga de aproximadamente 1.700 caminhões ou seis composições ferroviárias. A substituição desse transporte pelo modal rodoviário poderá acrescentar cerca de 55 mil toneladas de CO₂ às emissões. A decisão compromete a eficiência das cadeias produtivas, eleva custos para produtores e consumidores, reduz a competitividade das exportações brasileiras e fragiliza um corredor construído justamente para tornar a logística nacional mais resiliente. Não realizar a dragagem de manutenção no rio Tapajós coloca em risco a segurança operacional de uma infraestrutura essencial para o desenvolvimento econômico e social do país. Julho/2026 MoveInfra


